Baby Class

A importância dos sons e da música para o bebê

Com apenas quatro dias de idade os bebês já conseguem distinguir uma língua de outra e depressa começam a prestar atenção aos sons e palavras que interessam.

Quanto mais cedo a música for introduzida no ambiente da criança, maior será o seu potencial para aprender. As crianças que vivem rodeadas de palavras adquirem mais fácil e rapidamente um discurso fluente e claro.

Num estudo efetuado na Alemanha, foi descoberto que a exposição à música estabelece ligações nos circuitos neurais do cérebro e que as crianças privadas de experiências de linguagem raramente dominam bem a língua quando adultos.

A educação musical está fazendo parte da educação das crianças, desde a pré-escola pela importância que a música traz não só como entretenimento, mas no auxílio do aprendizado da fala, como o de aprender a ouvir e na coordenação motora.

A música tem ainda, o dom de aproximar as pessoas. A criança que vive em contato com a música, aprende a conviver melhor com as outras crianças e estabelece um meio de se comunicar muito mais harmonioso do que aquela que é privada da música, em contra partida, quando aprende a tocar algum instrumento, também aprende a ficar sozinha, sem se sentir solitária ou carente de atenção.

A música ainda beneficia na fala, através das músicas infantis como “roda-roda”, “o sapo não lava o pé” e outras, onde as sílabas são rimadas e repetitivas, fazendo com que a criança entenda o significado das palavras através dos gestos que se fazem ao cantar. Portanto, a criança se alfabetiza mais rápido.

O poder de concentração que a música traz para a criança é um dos grandes benefícios em introduzí-la desde cedo em algum instrumento. Outro fator importante é que a música é pura matemática e certamente aqueles que a estudam desenvolvem maior capacidade de aprendizado nessa matéria.

 

JUSTIFICATIVA

De acordo com Walter Howard, autor de “A música e a criança”, educar significa despertar. E despertar nunca é um empreendimento precoce, sendo indispensável entregar-se a ela sistematicamente desde os primeiros anos de vida, a fim de que a criança, mais tarde, veja-a como uma tendência natural de seu ser.

Howard realizou experiências com bebês onde os exercitavam movimentando-lhes as pernas, cantando ou falando ritmicamente, onde o objetivo era proporcionar alegria à criança.

Ele variava os tempos e os timbres (pedindo à mãe, ao pai ou por assobios cantar uma mesma melodia), evitando assim, o perigo de adestrar a criança. Os exercícios com as pernas tiveram naturalmente por resultado, o aumento da destreza manual, e por conseguinte, crianças observadoras, rítmicas, falantes, mostrando todas as faculdades motoras e técnicas bem desenvolvidas.

PROJETO PROPOSTO A SER DESENVOLVIDO NO BABY CLASS

- Socialização e acolhida das novas crianças

- Apreciação de diferentes ritmos, música brasileiras, clássicas e do mundo.

- Estimular a percepção de manifestações de ritmo e/ou de sons presentes no próprio corpo – respiração, pulsação, movimentos corporais, sonoridade com a voz na natureza e cotidiano.

- Respeitar a capacidade individual da criança, despertando o interesse pela arte e sensibilidade musical.

- Canalizar excessos de energia, favorecendo a descarga emocional.

- Propiciar a formação do senso crítico e invento, desenvolvendo a imaginação e a criatividade de cada criança através do hábito da observação.

- Criar oportunidades para que a criança saiba distinguir sons diversos, trabalhando assim a percepção auditiva, atenção, linguagem, memória e concentração.

- Conhecimento de instrumentos sonoros percussivos, cordas, teclas e do mundo inteiro, aumentando a cultura e desenvolvimento criativo das crianças.

- Estímulos musicais através da História da Música – de forma lúdica e clara para cada faixa etária.

- Confecção de instrumentos percussivos.

- Utilização de instrumentos musicais infantis porém profissionais, o que permite a escuta correta dos timbres sem agressão ao ouvido dos pequenos.

- Parceria e encaminhamento junto a Fonoaudióloga/ Musicoterapeuta na identificação de problemas auditivos e da fala durante as aulas de música.

 

 

 

 

 

 

ALGUMAS COMPETÊNCIAS OBSERVADAS DURANTES AS AULAS

Acompanha o ritmo com instrumentos e o corpo.

Brinca com a música (imitar, inventar e reproduzir criações musicais).

Compartilha instrumentos com os amigos.

Contato com experiências da linguagem musical: o som (e suas qualidades) e o silêncio.

Desenvolve a memória auditiva.

Movimenta a cabeça na direção do som escutado.

Pára de chorar ao ouvir música.

Produz com liberdade os movimentos corporais.

Reconhece diferenças sonoras: altura (graves ou agudos); duração (curtos ou longos); intensidade (fracos ou fortes) e timbre.

Reconhece instrumentos musicais e os seus respectivos sons.

Respeita as regras durante a aula.

Tem postura adequada para a escuta da música.

Vivência das músicas por meio de gestos e da socialização.

 

Ligar a música e o movimento, utilizando a dança ou a expressão corporal, pode contribuir para que algumas crianças, em situação difícil na escola, possam se adaptar (inibição psicomotora, debilidade psicomotora, instabilidade psicomotora, etc.). Por isso é tão importante a escola se tornar um ambiente alegre, favorável ao desenvolvimento.

Gainza (1988) afirma que as atividades musicais na escola podem ter objetivos profiláticos, nos seguintes aspectos:

Físico: oferecendo atividades capazes de promover o alívio de tensões devidas à instabilidade emocional e fadiga;

Psíquico: promovendo processos de expressão, comunicação e descarga emocional através do estímulo musical e sonoro;

Mental: proporcionando situações que possam contribuir para estimular e desenvolver o sentido da ordem, harmonia, organização e compreensão.

Para Bréscia (2003, p. 81) “[...] o aprendizado de música, além de favorecer o desenvolvimento afetivo da criança, amplia a atividade cerebral, melhora o desempenho escolar dos alunos e contribui para integrar socialmente o indivíduo”.

REFERÊNCIAS

BARRETO, Sidirley de Jesus. Psicomotricidade: educação e reeducação. 2. ed. Blumenau: Acadêmica, 2000.

BARRETO, Sidirley de Jesus; SILVA, Carlos Alberto da. Contato: Sentir os sentidos e a alma: saúde e lazer para o dia-a dia. Blumenau: Acadêmica, 2004.

BRÉSCIA, Vera Lúcia Pessagno. Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva. São Paulo: Átomo, 2003.

CAMPBELL, Linda; CAMPBELL, Bruce; DICKINSON, Dee . Ensino e Aprendizagem por meio das Inteligências Múltiplas. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

GAINZA, Violeta Hemsy de. Estudos de Psicopedagogia Musical. 3. ed. São Paulo: Summus, 1988.

GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

GREGORI, Maria Lúcia P. Música e Yoga Transformando sua Vida. Rio de Janeiro: DP&A, 1997.

MÁRSICO, Leda Osório. A criança e a música: um estudo de como se processa o desenvolvimento musical da criança. Rio de Janeiro: Globo, 1982.

SNYDERS, Georges. A escola pode ensinar as alegrias da música? 2. ed. São Paulo: Cortez, 1994.

WEIGEL, Anna Maria Gonçalves. Brincando de Música: Experiências com Sons, Ritmos, Música e Movimentos na Pré-Escola. Porto Alegre: Kuarup, 1988.

    2 Comentários

  1. Olá, gostaria de saber se tem turma para bebês de 8 meses e onde vcs ficam localizados ?

    • Olá!!!
      Deixe seu celular que entraremos em contato!!! A escola funciona das 8 as 20 horas. De segunda à Sábado.
      Temos 3 unidades. As localizações estão na página inicial do site com o GOOGLE MAPS.

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